
Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 23% dos brasileiros declararam ter sofrido bullying em algum momento da sua vida. Assim, nesse cenário, esse tipo de violência se apresenta como um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano, caracterizando a segunda maior causa de mortes entre jovens na faixa etária de 15 a 29 anos, e o bullying pode estar relacionado a essa estatística.
De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz, em novembro de 2023, desde 2003 o Brasil registrou 11 episódios de ataques com armas de fogo em escolas brasileiras. Por meio das pesquisas apresentadas no Rio de Janeiro pelo psiquiatra norte-americano Timothy Brewerton, entre os anos de 1966 a 2011, foram 66 ataques no mundo em escolas em que 87% dos atiradores sofreram bullying e foram movidos pelo desejo de vingança.
De acordo com um estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), mais de 150 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos de diferentes países já tiveram alguma experiência de violência dentro ou ao redor da escola envolvendo seus pares. Além disso, somente no Brasil, 15% dos estudantes com idades semelhantes já mencionaram faltar à aula por não se sentirem protegidos dentro e fora do ambiente escolar, e outros 7,4% foram vítimas de bullying. Na outra ponta, 20% dizem já ter praticado essa violência. Dessa forma, a escola precisa ser vista como um lugar de acolhimento e de escuta para que possa ser um alicerce contra a luta de comportamentos prejudiciais adquiridos por esse problema social.
Fontes:
https://www.thelancet.com/journals/lanchi/article/PIIS2352-4642(23)00289-4/fulltext?dgcid=raven_jbs_aip_email
https://www.unicef.org/brazil/blog/bullying-e-violencia-escolar